Adimistração: Alberto Nathan Moritz Goldstein

No dia 8 de agosto de 1937 um grupo de rapazes foi até o Sindicato da Indústria de Cimento, Cal e Gesso (ficava na Rua Doutor Nilo Peçanha 513) para fundar o Incor Esporte Clube. Incor era o cimento especial que ele fabricava o nome Mauá foot Ball Club já havia sido dado a outra entidade pelos trabalhadores da pedreira de Itaboraí.

O Incor Esporte Clube era uma agremiação que nas horas de descanso seria a continuação do clima sadio que desfrutavam como funcionários da Companhia. Somente em outubro de 1944, o clube passaria a ter o nome atual. Mas, em sete anos de história, o Incor Esporte Clube deu muito que falar.

Em 8 de agosto de 1937 foram escolhidas uma Junta Governativa para organizar e dirigir o Incor e uma Comissão encarregada de elabora os Estatutos e o Regimento Interno. Da junta faziam parte:

Gaspar Domingues da Venda (Presidente), Isaltino Pereira (Secretário), Sylvio Pereira de Almeida (Tesoureiro).
Estavam na reunião ainda, Aquilino Pereira, Altino Ormond, Antônio Joaquim de Almeida, Daniel Mesquita, Alberto Antunes, e o Presidente do Sindicato, Ibrantino Cobian.Após a reunião com a definição dos objetivos iniciais todas essas pessoas trabalharam duro e pesado para criar um alicerce sólido e construir o Clube Esportivo Mauá.

Segundo testemunho de alguns membros dessa diretoria entre eles o Gaspar Ribeiro, Dante da Cunha entre outros, esse período foi de muito trabalho e sacrifício. A Companhia ainda não percebera a importância do empreendimento e se recusava a prestar um auxílio financeiro, cedeu apenas um mastro e duas balizas.
Como o Clube ainda não tinha cede própria, as reuniões dos sócios eram na casa de Atanolpa Leite de Castro um dos melhores jogadores que tivemos.

Mas o Incor não foi dado à toa. O cimento tinha que endurecer rápido e graças à perseverança e espírito associativo da primeira geração de mauaenses, o clube ganhou sua primeira casa de direito e de fato, na Rua Doutor Nilo Peçanha, bem pertinho da garagem da Viação Mauá, o campo de futebol ficava na antiga fazenda dos Arcos, onde hoje é a Avenida Dezoito do Forte.

O Ex-presidente Dante da Cunha Ribeiro costuma dizer, com toda razão que não é possível contar a história e a pré-história do Mauá sem voltar ao ano de 1935, na ocasião, outro grupo de empregados da Companhia Nacional de Cimento Portland se reunira, mas para fundar o Sindicato da Indústria de Cimento (mais tarde, “do Cimento, Cal e Gesso”, por determinação do Ministério do Trabalho), além do próprio Dante, Ibrantino Cobian, Antônio Santa, Charles Wilson Matthews, Horácio Tavares Pinto, João Fortuniy, Paulo de Souza e muitos outros companheiros.

Dante conta como era viver naquele clima pesado, já que o Governa da época fechará inúmeras entidades de trabalhadores sob a suspeita de estarem propagando o comunismo.

Danta: “As reuniões dos Sindicatos que escaparam a essas medidas eram presenciadas por autoridades policiais e do Ministério do Trabalho designada pelos órgãos que fiscalizavam o movimento comunista”. O nosso Sindicato não escapou dessa fiscalização e, numa ocasião o nosso Presidente Simplício Estrela Ferreira Dias e o Tesoureiro Ibrantino Cobian (depois seria presidente do Sindicato) foram detidos, pois sobre ele pesavam alegações de que eram simpatizantes ou mesmo atuantes do aludido movimento. Como Secretário que era felizmente não passei tais vexames e consegui, junto às autoridades, livrar os dois companheiros detidos”.

Quando o cimento Incor saiu de produção, o Incor Esporte Clube ia pelo mesmo caminho, pois o apelo da diretoria não era ouvido pela CNCP. Assim aconteceu a primeira eleição, o bom senso recomendava que fossem escolhidos homens de confiança da empresa, e foi assim, formando um chapa única liderada por Júlio Korody, encarregado de produção da fábrica e pessoa muito ligada a Fred Charles Schieber, superintendente da Companhia nacional de Cimento Portalnt, que os mauaense acharam que resolveria os problemas financeiro do clube.

Nenhuns dos problemas foram solucionados, e Júlio Korody foi destituído do cargo, assumindo seu vice, Otávio Correia dos Santos, que ficou pouco tempo também, com isso o Incor quase fechou as suas portas, assumindo os sócios que não tinham qualquer relação com a indústria.

Para não fechar de vez, um grupo de amigos desapegado de interesses próprio, principalmente Aquilino Pereira, que fazia parte da Comissão de Esporte, juntamente com Francisco Assis e Altino Machado, durante a gestão de Sylvio Pereira de Almeida e do então Vice-Presidente, Antenor Mendes Quaresma.
Em 1941 ao lado de Laudelino Costa e Souza, Aquilino foi eleito Presidente, com a ajuda de Manuel Galego, de Antônio e Oswaldo Ortega, resolveu entregar a agremiação à Companhia, já que o clube estava deficitário.
Mesmo sem o apoio da Companhia, a situação começou a melhorar. A reviravolta começou com a designação de Dante da Cunha Ribeiro, alto funcionário da CNCP para ser o interventor, essa época, não foi realizada eleições.
A Diretoria era composta por:

Flávio Laranja (Vice-Presidente), Américo Rodrigues (1° Tesoureiro), Ecy Tavares (2° Secretário), Clodoaldo Sabino de Oliveira (Diretor de Esporte), Adamastor Cruz e Francisco Assis Martins (Diretores de Esporte), Sylvio Pereira de Almeida, Antônio Corrêa da Silva e Jaire Lisboa (Diretores Sociais).
No Conselho Deliberativo estava:
Horário Tavares Pinto, Hipólito Soares e Waldemiro Pedro da Silva, cujos suplentes eram Adolfo Oto Comarck e Waldir Fernandes Alfredique.

A nova diretoria, com ajuda da Companhia saldou as dívidas do clube, prometeu melhorias em sua sede social (na Rua Doutor Feliciano Sodré, 177), incrementou as atividades sociais, as “domingueiras” tardes dançantes de domingos atraíram nossos associados.

A diretoria da CNCP acabou atraída, o marco da grande aliança foi na festa de reveillon de 1941 e de 1942, um grande Feliz Ano Novo, mas nem tudo ficou resolvido durante o baile, no dia 21 de agosto, Dante havia dado inícios às negociações, reunindo os principais interessados em levantar o Incor, marcou um encontro às 17h no Rodo de São Gonçalo, na mesma hora em que passava o ônibus Guaxindiba-Niterói, as que compareceram, entre outros, Flávio Laranjeiras, e José marques, o encontro com Mr. Schieber seria no dia seguinte,

mas foi naquele 22 de agosto de 1942 que o presidente Getúlio
Vargas, num gesto patriótico, declarou guerra às potências do eixo (Alemanha nazista e Itália fascista). Vários navios brasileiros haviam sido afundados pelos submarinos alemães, entre eles o Buarque e o Olinda, no litoral dos Estados Unidos, e o Cabedelo, no mar das Antilhas, outro cincos navios eram naufragados no dia 15 de agosto pelos torpedos nazistas e mais de 600 marinheiro brasileiro morreram.

O ano de 1942 marcou o Brasil, Getúlio apesar de governar o pais com mão de ferro, aumentara o salário mínino para Cz$360, 00, o cruzeiro era a nova moeda nacional em substituição ao mil-réis, à reforma do ensino, criando o curso ginasial de quatro anos e o curso colegial (clássico ou científico) de três anos. Foi o ano também em que a Coca Cola chegou ao Brasil, o ano da nacionalização dos depósitos naturais de petróleo e de gás bem como do transporte, distribuição e refino de gasolina e do óleo.

No clube gonçalense, assim como em todos os outros espalhados pelo país, os foliões cantavam naquele Feliz Ano Novo e durante o carnaval a marchinha composta por Herivelto Martins e Grande Otelo em protesto contra a abertura da Avenida Presidente Vargas para ligar o Cento a Zona Norte do RJ.

“Vão acabar com a Praça Onze”.
Não vai haver mais escolar de samba, não vai
Chora o tamborim, chora o morro inteiro
Portela, Salgueiro, Mangueira, Estação Primeira
Guardei os vossos pandeiro, guardai
Que este ano a escola de samba não sai.”

No dia 16 de abril de 1943 a diretoria do Inço enviava um memorial a Kerris Ap-Thomas, Vice-Presidente da CNCP, apresentando um plano de trabalho, o clube precisava para isso um terreno para construir sua praça de esporte, precisava de instalações adequadas para seus sócios, o Incor estava filiado à Liga Gonçalense de Desportos, tinha um bom plantel em seu departamento de futebol e queria promover competições em seu próprio campo.
Queria também mudar o nome.

Enquanto a fábrica pensava, Dante e sua diretoria agiam:
“Procuramos terrenos em vários locais, estudamos a mudança de estatutos, cores, emblemas, pavilhão, uniforme. Para não ferir susceptibilidades clubísticas, tivemos a feliz idéia de escolher as cores azul, vermelha e branca e como emblema a estrela solitária em homenagem à Lone Star Cemente Corporatino, matriz da empresa para qual trabalhávamos. A mudança do nome também exigiu muitos estudos visto que sonhávamos fazer um clube que representasse “cem” por cento o esporte de São Gonçalo. Com a escolha do nome “Clube Esportivo Mauá”, a sua sigla forma a palavra CEM.”.

Com uma doação de Cz$ 500.000,00 feita por Kerris Ap-Thomas começou a procura por um terreno que atendesse aos ideais do clube. Foram visitados vários terrenos, um deles ficava na Rua Carlos Gianneli, outro na Avenida Leopoldina (hoje Casas Sendas), outro na Doutor Nilo Peçanha (atual Rodo Shopping) e, finalmente o local mais adequado, uma área de 21.000 m2 (hoje o Mauá possui 85,000m²) onde estão as atuais instalações, A área custou Cz$ 120.000,00

Em 9 de outubro de 1944 foi registrado no Cartório do 1° Ofício de São Gonçalo o Clube Esportivo Mauá.

Para concluir as obras de infra-estrutura e serviços de terraplanagem, construir a sede social e mobiliá-la, a diretoria não contou só com a verba extra da Companhia, um grupo de sócios liderado por Gaspar da Venda, Flávio Laranja e José Marques criaram uma companhia de arrecadação de fundos, a famosa “Ala dos CEM”.

A sede teve inauguração solene no dia 3 de setembro e a partir daí o Clube Esportivo Mauá foi cenária de muitas festividades, domingueiras e concursos, como o de Rainha da Primavera que proporcionava além de dias inesquecíveis para seus participantes a captação de recursos necessários para tornar o Clube menos dependentes da Companhia.
Em 10 de junho de 1945 foi inaugurada a praça de esporte com o jogo entre Mauá e o Radiante Futebol Clube da Terceira Divisão da Liga Gonçalense, valia pelo campeonato e o Mauá sagrou-se vencedor.
Coma saída de Dante da presidência, Flávio Laranja assumiu o cargo, que também com estreitas ligações com a direção da fábrica.

Laranja era pé-quente e conquistou títulos durante sua gestão, os junevil do Mauá venceram cinco campeonatos quase seguidos de 1945 a 1950, o de 1948 nos escapou.

Em 31 de dezembro de 1949, assumiu a Presidência o associado Alberto Campos da Rocha que procurou desenvolver mais o recreativismo, abriu a sede aos domingos das 7h às 22h, construiu o novo bar, um amplo galpão, murou o campo e promoveu muitas festas, no futebol, o clube não foi muito bem, só os juvenis continuavam dando alegrias, no vôlei, porém foi diferente, em 1951 o Mauá foi campeão do Torneio Início de voleibol Masculino, promovido pela Liga Gonçalense de Desporto.

Em 1954 sai Alberto e volta Laranja que fez um carnaval, para ninguém botar defeito, em quatro dias, as finanças do clube foram equilibradas, e cria os departamentos de voleibol, basquete e tênis de mesa, os juvenis são vice-campeões do Torneiro Início de basquete no mesmo ano.

Com a recusa de Alberto Campos em assumir a Presidência para qual fora indicado por Erwin Lewinshon na reunião do Conselho Deliberativo realizada em 21 de dezembro de 1957, foi indicado o candidato da oposição Luiz Antônio Rodrigues, que seria o primeiro operário Presidente, pois sempre o Presidente era um integrante do alto escalão da Companhia Nacional de Cimento Portland, seria também o mais jovem Presidente.

Havia uma grande expectativa em torno da administração e Luiz Antônio que não decepcionou e dirigiu o clube da estrela solitária com a mesma competência de seus antecessores.

Formou uma diretoria capaz de equilibrar o orçamento, integrada por pessoa que tinham facilidade de obter créditos junto às instituições financeiras, com dinheiro em caixa, tudo ficou mais fácil.

Em 1959 foi celebrada em nossas instalações a primeira Missa Campal rezada pelo Padre Menceslaw Valiukevicius. Foi o ano de grande carnaval, e o Diretor Social Antônio Ortegas não economizou esforços neste sentido, o escultor e cenógrafo Rômulo Mello ornamentou a sede social, houve matinê com realização de concurso de fantasias.

No dia 14 de novembro de 1959 aconteceu à inauguração da nova sede social, o Palácio Social.
Luiz Antônio se reelegeu para o biênio de 1960/61 e o esporte nos deu mais alegrias com a conquista pelos ciclistas do Mauá dos torneios “Gerencias de Mattos Fontes” e “Imobiliária Trindade” O I Campeonato Gonçalense de Ciclismo também foi ganho pela equipe do Mauá que faziam parte, entre outros, Moacyr Albuquerque, Francisco de Oliveira, José Eduardo Fortunato e Tácito Miranda preparados pelo técnico Horácio Valladares.

A programação social era intensa e milhares de pessoas freqüentavam o Mauá nos dias de bailes, concurso de Rainha da Primavera, Miss Piscina, Garota Verão e outros.

Em 1962 o Mauá conquistara mais títulos, agora no futebol, na Primeira Divisão, a glória chegou com a vitória por 5 x 0 sobre o Estrela Dalva.

Os craques treinados por Hélio Teixeira (Helinho) eram os seguintes:
Edésio, Jorge, Antônio, Lédio, Walter, Otávio, Pernambuco, Waltinho, Reynaldo, Walkir, Hermínio, Milton, Orlando, Aluízio, Geraldo, Pompéia, Pinto, Nanica e Loloca.

O Estrela Dalva também fora derrotado por 4 X 1 na Divisão de Novo, comandado por Paulo Goldstein e José Feitosa, os craque eram: Winston, Dionísio, Telmo, Jomar, Filinho, Feitosa, Vaval, Renato, Paulinho, Gilberto, Gilson e Natanael.
O bicampeonato gonçalense de futebol foi alcançado em 1963 pela equipe formada por: Edésio, Walcir, Waltão, Otávio, Waltinho, Walkir, Reynaldo, Orlando, Tião, Aluízio e Loloca, vencendo o Esporte Clube Metalúrgico por 3x0.

Luiz Antônio Rodrigues terminou seu terceiro mandato em 1963, quando o Conselho elegeu Armando Souza Corrêa e Sylvio Pereira de Almeida, respectivamente Presidente e Vice-Presidente. As conquista no futebol continuaram nos Jogos Abertos Intermunicipais vencendo times de São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti, no juvenil, bicampeão gonçalense em 1963 e 1964.

Ainda em 1964 o CEM sagrou tricampeão da Primeira Divisão de Futebol (de campo) com uma esquadra que ficou famosa: Mauro, Pelé, Quincas, Alcyr e Reinaldo; Octávio, Walcenir e Marlúcio; Tapui (Rico), Silvinho e Paulinho (Niquinho), antes o CEM fora campeão do Torneio Jornal do Sports e vice-campeão do Torneiro Início Niterói/São Gonçalo.

No dia 22 de março de 1965 um grupo formado por 56 pessoas que não trabalhavam para CNCP reivindicou junto ao Superindentente Clarck G. Kuebler mudança no Estatuto do CEM para permitir que sócio sem vínculo com a companhia pudesse fazer para da administração do CEM, justa reivindicação afinal o Mauá deixara de ser a muito tempo um mero apêndice da empresa, pertencia à sociedade gonçalense.

Kuebler passou a decisão para o Conselho Deliberativo do CEM que no dia 9 de abril de 1965 aprovou a proposta dos 56 associados por unanimidade, era o primeiro passo para a emancipação, naquele dia, o Conselho aceitou a demissão de Armando Correia, declarando vaga a Presidência, o vice-presidente Sylvio Pereira de Almeida pôs seu cargo à disposição.

O Conselho Deliberativo nomeou uma junta Governativa integrada por Flávio Laranja, José Marques e Julião Francisco Ladeira de Azeredo que designaram Antônio Francisco de Souza para ocupar SCROLLING="no"> a Diretoria Administrativa. Também faziam parte da diretoria: Sidney Monteiro (Secretário Geral), Bernardinho de Abreu (Tesoureiro), Dílson Faria Bastos (Diretor Social), Hélio Teixeira da Conceição (Diretor de Esporte) e Antônio Silva (Diretor de Patrimônio), na área esportiva sob a orientação de Hélio da Conceição, trabalharam ainda Milton Rocha (Diretor de Futebol de Salão) Oswaldo (Vôlei), Casemiro Corrêa “Miroca” (Futebol Infanto-Juvenil), Hélio Damasceno Duarte (Futebol Infantil), Paulo Goldstein e José Feitosa (Futebol de Campo).

Em 18 de junho a diretoria iniciou a gestão para adquiri o patrimônio do Mauá e fez uma proposta à Companhia, a resposta veio no dia 30; o terreno e demais dependências foram doados pela Companhia Nacional de Cimento Portland sem qualquer ônus para o quadro social; enfim a emancipação.

Numa cerimônia realizada em 8 de agosto, quando o Mauá completava 28 anos de existência, foi assinada a escritura definitiva; foram signatários: Clack G. Kuesbler e Cecil Davis (Pela Companhia): Flávio Laranja, José Marques, Julião Francisco Ladeira de Azeredo, Antônio Francisco de Souza, Antônio Feliciano da Silva e Sidney Monteiro pelo CEM.

Além dos Citados, foram grandes incentivadores de mais esta conquista Dante da Cunha Ribeiro, Gaspar Domingues da Venda e Alberto Campos Rocha, representado todos os pioneiros.

Em 15 de junho de 1965 a Assembléia Geral elegera Sidney Monteiro para a Presidência por 489 votos contra 143 dados à chapa do associado Leonel dos Santos, Luiz Antônio Rodrigues assumira a Presidência do Conselho Deliberativo.

Com a elaboração de um novo estatuto, em 16 de abril de 1966 o Clube Esportivo Mauá lança a primeira série de título de sócios proprietários, classe Preferencial vendidos aos que já eram sócios contribuintes.

Na presidência, Sidney (que dirigiu o Mauá durante 15 anos) imprimiu sua marca pessoal nesta empreitada tendo inicio com sua posse em 08 de agosto de 1966. Sidney reelegeu-se sucessivamente e estava escrito que só deixaria a direção do CEM quando deixasse a própria vida.

Homem de iniciativa, líder nato, foi um Presidente disposto a projetos ambiciosos, sempre com um olhar para o futuro. Para executar os planos de sua diretoria, não hesitava em correr aos bancos para levantar empréstimos sem saber como quitar, Sidney teve como sua maior realização a construção do parque aquático do CEM.
Com Sidney o CEM ampliou suas atividades sócio-recreativa, a sede ampliada, a área do salão social triplicada e as mulheres tiveram participação com a criação do Departamento Feminino liderado por Wanda Monteiro e Gilma Duarte que eram incansáveis na realização de concurso de beleza, desfiles de moda e outros certames, no esporte, fomos bicampeões do Torneiro Início de Futebol de Campo em 1966/1976, vencemos também o Torneiro de Tênis de Mesa por equipe patrocinado pelo SESC e em 1968 os juvenis do CEM fizeram “barba, cabelo e bigode”, tanto na Primeira como a Segunda Divisão da Liga.

A construção do Parque Aquático de 1.200m² teve início em 1969 na primeira gestão de Sidney Monteiro, para isso, o campo de futebol, palco de tantas conquistas, teve que dar lugar a minicampos e quadras polivalentes.

Em 28 de outubro de 1973 de cara novo, o Mauá entrega a piscina infantil, e piscina social, dois minicampos de futebol, quadra de futebol e basquete, restaurantes, departamento médico, parque infantil decorado com motivos de Walt Disney, iluminação a mercúrio, música ambiente nas dependências do clube e ajardinamento de todo o terreno, a construção da pista de malha (onde o CEM fora campeão várias vezes) completou os atrativos elevando o prestigio do CEM.

Não só as mulheres tiveram participação na administração de Sidney, os jovens também, em 1974 com o apoio total da diretoria do CEM, o grupo Força Nova Mauá passou a administrar o clube em conjunto com os mais velhos, a diretoria masculina da Força Nove era formada por Marcelo Monteiro (Presidente), José Lourival Cavalcante de Souza, Carlos Alberto Lopes de Souza, Luiz Antônio Machado Navega, Carlos Alberto Goldstein Rebelo e Aílton Jorge Guimarães, a diretoria feminina tinha: Sabrina Monteiro (Presidente), Sandra Maria do Amaral e Wanda Pinheiro da Costa, no mesmo ano foi realizada a primeira “Noite de Iguana”.

Sidney Monteiro fora reeleito para o quatriênio 1974/1978, as novas prioridades eram obtenção de verbas para a construção do ginásio e emissão de novo títulos.

Nessa época, o futebol não deixou a desejar, uma nova equipe surgiu a partir da fusão com o Nacional Atlético Clube que trouxe para a sociedade um plantel de jogadores habilidosos, e logo na primeira temporada, os resultados apareceram, numa partida memorável contra o unidos do Porta da Pedra, o Mauá sagrou-se campeão de 1976, antigos mauaense jamais esqueceram desse time: Xavier, Luiz Paulo, Pelé e Plínio, Potoca, Geraldo e Toninho, Dudu (Alberto), Maurinho (Baleia) e Geraldinho, sob a orientação de Mário Ritter.

No ano seguinte foi à vez da equipe de malha, arrasando todas as equipes adversárias, nossa equipe era formada por: Alcebíades, Jorge, Arlindo e Juracy; Francisco, Reynaldo, Edson e Délcio, Jordeir, Nogueira, Rangel e Ubiracy (Miranda).

O clube era uma festa só, mesmo porque compareciam aos seus salões artista da maior evidência, a Força Nova agitou a formação de uma banda e o sucesso foi tanto que o sambão virou atração permanente, e a banda virou bloco e em 1976 era fundado o Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Acadêmico do Mauá, com ensaio realizado no Parque Aquático sempre com comparecimento de associados do clube e não associados.

Os maiores incentivadores do bloco foram: Paulo Goldstein (Presidente), Mauro Figueiredo (Harmonia), Ailton Guimarães e José Antônio (Relações Pública), Paulo Pacheco (Diretor Social), João Alberto Vecchi e Fernando Caminhada (Secretário), Viola e Celso Soares (Bateria), Marcha Lenta e Zica (Patrimônio) e Ruy de Sá (Divulgação), além do cabeleireiro Cotó, grande incentivador, Sidney foi o Presidente de Hora, Antônio Silva e Wanda Monteiro os padrinhos.

Sidney foi reeleito pata o triênio 1978/1981, as obras do ginásio estava a todo vapor, no esporte o Mauá conquistou a 10ª Taça Brasil de Malha.

Em 1979 o acadêmico do Mauá sagrou-se campeão do desfile de bloco do Primeiro Grupo e em 1980 elevados à categoria de Escola de Samba, tornou-se a agremiação vice-campeã de São Gonçalo.

Os sócios passaram a exigir carnaval no clube e foram atendidos, mas a receita obtida com a realização não compensou as obras promovidas, abalando o equilíbrio financeiro do Mauá que emitiu 500 novos título de sócio-proprietário, Série Ouro.
Sidney fez algumas mudanças na diretoria para enfrentar as dificuldades, e a diretoria passou a ter: Alberto Nathan Moritz Goldstein, José Antônio dos Santos, Eugênio José de Silva Abreu, Celso Quintão, Adilson Rosa, Euclides Vieira da Silva, Paulo O.C.F. Goldstein, Ricardo Goldstein Rebelo, Joaquim Moreira Penedo e Plínio Torre Filho, a novo diretoria deu novos rumos ao clube, reestruturando os departamentos administrativos, financeiro, social e patrimonial.

Porém em julho de 1981 a família mauaense sofreu um grande abalo, morria Sidney Monteiro, o grande Presidente, ex-jogador de vôlei do Clube e que em sua longa folha de serviços prestado ao Mauá, mesmo em cargos inferiores, sempre se destacara por sua capacidade e liderança, junto com sua esposa Wanda Monteiro, Sidney foi o grande tocador de obras, o incentivador da participação dos jovens, o maior responsável pela transformação do CEM.

Seu maior sonho não se realizou ver concluídas as obras do ginásio.

A memória de Sidney Monteiro, entretanto, será sempre cultuada no clube da estrela solitária

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